terça-feira, 5 de janeiro de 2016


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O Retorno de Maria Metálica | Resenha

Terminamos a leitura de O Retorno de Maria Metálica, de Lorena Rocque. Em agosto, a autora deu uma entrevista para o Elefante Voador como você pode conferir neste link. A Lorena disponibilizou um exemplar do livro e nós fizemos uma resenha bem bacana que você pode conferir abaixo:

Introdução

PrintNo primeiro volume (O Resgate de Maria Metálica), a bruxa Maria Quitéria foi enviada ao submundo, para resgatar uma prisioneira muito especial e poderosa: a Maria Metálica. Ela foi raptada ainda bebê e se encontrava no castelo de um mago negro há muitos anos. Após muitas dificuldades e obstáculos, Quitéria e outras seis bruxas finalmente chegam ao local onde Maria Metálica está confinada. O primeiro volume é cheio de aventuras e suspense!
A menina possuía no dorso de sua mão esquerda o nome METÁLICA tatuado em azul.
Se você quiser se aprofundar no primeiro volume e conhecer mais sobre a Maria Metálica, o livro está a venda na Livraria Cultura.

Resenha de O Retorno de Maria Metálica

Já no segundo volume, Maria Metálica ou Kilya (seu verdadeiro nome) está em segurança com sua família retornando para seu planeta natal: Marte. Bem longe do Mago da Capa Preta e do seu Castelo do Mal no submundo.
O início do livro conta a adaptação de Kilya com suas novas características e com seu novo lar, ela impressiona-se com o quão deslumbrante e acolhedor é o seu planeta de origem. Ao contrário dos terráqueos, os marcianos tem uma relação muito respeitosa com o meio ambiente e os recursos naturais. Não interferem no funcionamento do planeta de forma invasiva pois entendem que tudo tem o seu porquê de existir. (Achei esta mensagem muito bonita, — Cintia).
(…) os marcianos tinham um cuidado enorme para não tirar o mérito de ninguém; eles ajudavam todos, pois, para eles, os habitantes do coração de Marte formavam uma só família.
Paralelo a isto, os reptilianos buscam uma maneira de dominarem o planeta Terra, uma vez que seus planos iniciais foram frustrados: eles pretendiam sequestrar Maria Metálica para realizar experiências e aperfeiçoar sua própria raça com as características marcianas. De outro lado, a bruxa Ékasi continua com planos de ter ser próprio império e conquistar o submundo.
Passado algum tempo, desta vez, Maria Metálica é quem recebe a missão de voltar ao planeta Terra resgatar alguém: a jovem Alina que está nas mãos de Lucius, o Mago da Capa Preta. É claro que ela vai contar com a ajuda de Maria Quitéria e as bruxas do bem, além de estar mais forte e descobrindo seus poderes.
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Maria Metálica e suas aliadas precisam colocar fim no mal que acerca o planeta Terra de uma vez por todas, ou seja, já da para perceber que neste livro você pode esperar por muitas aventuras, intrigas e reviravoltas. E isto é apenas o começo!
É tudo muito lúdico na narrativa de Lorena Rocque. Ficamos surpresa com o fato da autora conseguir misturar tantos elementos como bruxos, magos, fadas, robôs, extraterrestres, seres exóticos, e, ainda sim, parecer que tudo se encaixa perfeitamente. Tanto na construção dos personagens como na descrição dos cenários há muita criatividade envolvida.
Há muitas mensagens bonitas no livro, separamos algumas que não revelam sobre o enredo, nem dão spoilers e gostamos bastante 😉
– Amorosa sempre dizia que devemos seguir nosso coração independentemente de nossa realidade no momento, pois, quando há amor e entrega no que fazemos, a realidade pode subitamente se tornar outra.
Encontramos até um elefante no texto *.*, que tem uma mensagem linda, que combina muito com o Elefante Voador 😀
De repente, todos avistaram um lindo animal cor-de-rosa passeando no bosque: era um elefante da tribo dos trançados que tivera sua cor transmutada em função de um pensamento carinhoso. Por sentir-se grata, a elefanta transmitia muito amor a todos.
E mais uma mensagem sobre os marcianos que nós, terráqueos, deveríamos pensar:
Os marcianos tinham um respeito sobrenatural com os vegetais e tratavam-nos como se fossem pessoas especiais.
Sobre o enredo, opinião da Isis:
O enredo é bem diferente do que estamos acostumados, a narrativa é interessante, mas senti falta de mais diálogos nos parágrafos. Ao invés de ter um “travessão” indicando a fala, havia a explicação da fala do personagem. — Isis.
Sobre a narrativa, opinião da Cintia:
Cada novo parágrafo traz dezenas de novas informações. As vezes leva tempo para digerir tanta coisa. Não é uma leitura rápida, é um livro para ser lido pouco a pouco a cada dia para não ficar cansativo. — Cintia.
O último capítulo nos surpreende, Maria Metálica e as bruxas do bem conseguem um desfecho para Alina, porém, o mago Lucius ainda há de aprontar poucas e “boas” (malvadas) aventuras. Ficou um suspense e um “gancho” para descobrirmos apenas na parte 3 da trilogia de Maria Metálica. (Uou!)